Tchau Querida: Dilma

Dia histórico para o Brasil – domingo 17 Março 2016, pela segunda vez foi para votação o pedido de impeachment de um presidente da républica.

Tudo começou com o Mensalão em 2005, escândalo que assombrou o primeiro mandato do então presidente Lula e que consistia num esquema de pagamento de propinas parlamentares para quem votasse a favor de projectos do governo.
Quem não se lembra do famoso deputado que escondia dólares nas cuecas?
Com a força política de Lula no momento, o mensalão foi abafado e poucos foram presos.
Temos que realçar que o delfim de Lula (potencial futuro presidente), José Dirceu, foi apanhado na rede e mesmo com todos os subtrefúgios não conseguiu escapar à prisão.

No seguimento veio a  Lava-Jato,  cuja ramificação mais conhecida é o caso da Petrobras com o Petrolão.
Mas outras empresas públicas também estão a ser investigadas, pois a sangria não se limitou apenas à Petrobras.

A operação Lava-Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Estima-se que estamos a falar de um volume na ordem de bilhões de dólares desviados dos cofres da maior estatal do país – Petrobras.
Somado a isso ainda temos o perfil de forte expressão  política e económica dos suspeitos envolvidos neste esquema de corrupção (Dilma, Lula, todos os tesoureiros do PT, Senador Delcidio Amaral…).
O que faz tudo isto ser uma bomba relógio prestes a explodir…

Lava Jato
Pelas Ruas verificou-se o descontentamento e revolta do povo.
Maior parte dos protestantes a favor do impeachment não têm partido definido, apenas fazem sentir a sua indignação contra a corrupção e lutando por um Brasil mais justo e digno.

Através da Justiça apertou-se o cerco, com o Juíz Sérgio Moro e sua equipa a não cederem a pressões e com o objectivo claro de punir todos aqueles que de alguma forma contribuíram para o esquema de desvio de recursos.

No Congresso, começou o príncipio do fim. Pelo sim, votaram a destituição da presidente Dilma e a saida do poder do Partido dos Trabalhadores. Pelo não, o PT e os seus aliados da extrema-esquerda, que não foram mais que 27% do total de congressistas.
Pergunta-se como é que uma “presidenta” e respectivo governo podem se manter apenas com 27% de apoio? Em nenhum regime democrático do mundo isso é possível.

Pelo sim e pelo não, não existe ninguém em quem confiar – achar que o próximo governo não vai ser corrupto é ilusório, contudo tudo depende do grau de corrupção.
Pior que aquele que foi institucionalizado pelo PT será muito dificil de atingir.
Temos sim que ser realistas e optar pelo mal menor, nao é acomodarmo-nos ao que está, pensando que alternativa é impossível.
A corrupção no Mundo sempre existirá, o desafio é diminuí-la para o menor grau possível, reforçando os mecanismos de controlo.

No início, Lula personificava o golpe às oligarquias e às injustiças sociais, trazendo luz e esperança para maior parte da população que vivia no limiar da pobreza.
Essa narrativa foi extremamente eficaz, pois ele era nordestino, de uma família de muitos filhos que emigrou para São Paulo, era torneiro mecánico, humilde e trabalhador.
Só que, com o passar do tempo, o aspecto sindicalista sobrepôs-se a todos os outros, o tacticismo político levou-o a fazer alianças com essa oligarquia que no inicio repudiava, apenas com o propósito de manter o poder.
Existe uma frase muito antiga que diz que o poder corrompe, e este foi mais um caso em que os ideais de igualdade foram totalmente ultrapassados pela necessidade de se manter no poder.

Nunca na história política do Brasil se descobriu uma organização como o PT, na qual a corrupção foi institucionalizada sistematicamente no aparelho de estado. Não em casos individuais como se verificou com outros partidos, mas sim uma táctica de financiamento próprio e para redistribuição para os partidos aliados de direita, para que estes assegurassem a permanência do PT no governo.

Se hoje o Impeachment avançou, muito se deve a 3 factores decisivos :
Movimentos extra-partidários (Movimento Brasil Livre,etc..) que levaram para as ruas, a partir de março 2015, milhões de pessoas exigindo mudanças e o fim da corrupção
Presidente do Congresso : Eduardo Cunha, cujo o espírito de liderança e tenacidade fizeram avançar num ritmo super acelerada o processo de impeachment no Congresso. Sem desvios ao ritmo definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Comunicação Social Livre (Rede Globo, Revista Veja, Jornal Folha de São Paulo), orgãos independentes que não ficaram sujeitos às pressões do PT e dos partidos de esquerda. Têm sido incansáveis na cobertura e explicação de todo a rede de corrupção implantada pelo PT.

Agora só resta esperar e ver como isto vai acabar, sabendo que o PT irá fazer toda a pressão possível e imaginária para atrasar e reverter o processo de impeachment que agora passou para o Senado.
Só quando o Senado decidir abrir o processo de Impeachment é que Dilma ficará impedida de governar por um período de 180 dias.
Período esse em que ela será deposta ou não, dependendo da votação por maioria simples no Senado.

TCHAU QUERIDA ….