Alerta : Endometriose!

Hoje venho partilhar com vocês a minha história em relação a esta doença: Endometriose.
Se me perguntassem à 1 ano atrás se eu sabia da existência desta doença, eu respondia que não, que nunca tinha ouvido falar dela .. e é esse mesmo o perigo, pois é invisível!

Desde pequenas que nós, mulheres, fomos habituados que é normal ter cólicas menstruais dolorosas, que isso faz parte..mas temos que ter muita atenção aos sinais pois é muito comum as mulheres desvalorizarem o desconforto sentido durante o período menstrual,  mas ter cólicas ao ponto de desmaiar ou não conseguir trabalhar, não é normal!

Mas afinal, o que é a endometriose?
É a presença de endométrio (tecido que reveste o interior do útero) fora da cavidade uterina, isto é,  em outros órgãos, como as trompas, ovários, intestinos e bexiga.
O principal sinal da doença é a dor. Uma das suas consequências mais frequentes é a infertilidade (35% a 50% das mulheres com endometriose são inférteis).

Endometriose 2

No meu caso específico eu comecei a sentir muita dor, quando fui ao ginecologista (e tive muita sorte, porque sem eu saber ele era especializado em endometriose) ele suspeitou logo, devido aos meus sintomas, mas não me falou da doença, apenas me disse que tinha que fazer um ultrassom transvaginal para poder tirar conclusões.
Talvez se tivesse ido a outra médico ele desvalorizasse as minhas queixas e até hoje não saberia que tinha esta doença.
Quando voltei ao médico para mostrar o exame, foi aí que ele disse que eu tinha endometriose, e confesso que é bastante difícil para uma mulher jovem e activa ouvir que têm uma doença deste tipo e que existe uma chance de 50% de ser infértil, é muito doloroso.
Como tratamento, fiz uma cirurgia laparoscópica para retirar o endométrio que se tinha alojado nos meus órgãos.
A parte positiva deste procedimento cirúrgico é que ele é minimamente invasivo, em que o acesso aos órgãos se faz através de pequenas incisões na barriga (zero cicatriz). Esta técnica permite aceder aos vários tecidos afectados sem ter que se fazer uma operação tradicional de “barriga aberta” (em que a recuperação é muito mais lenta).

Dito isto, meninas fiquem muito atentas aos sinais mesmo se, por vezes, temos tendência a desvalorizar os sintomas.