És Feliz? Ou estás Confortável?

Esta é uma pergunta bastante complexa… Por vezes confundimos amor com rotina/habituação.
Nos dias que correm, com a velocidade a que as coisas acontecem, cada vez é mais difícil a pessoa parar para pensar se realmente é feliz ou está apenas confortável.
Insanidade é estar num relacionamento infeliz só por medo da mudança. Claro que é assustador a pessoa trocar o certo pelo incerto, mas isso quer dizer que temos que nos acomodar a uma vida “morna”?

Para um casal ser feliz durante muito tempo é necessário bastante parceria e resiliência.

Companheirismo no sentido de estar junto nas mais diversas situações : passar por cima do sono para acompanhá-lo em algo que seja importante, concordar em fazer uma viagem inesperada com um sorriso na cara, ficar do seu lado (solidária) numa discussão com outras pessoas (mesmo que esteja em dúvida sobre quem está certo) por serem uma equipa.
O companheirismo une o casal porque ambos sentem-se seguros pois sabem que não estão sozinhos, quando for necessário, seja lá o que for que a vida reserve no futuro, estarão sempre lá um para o outro.

Resiliência é o ponto mais crítico em qualquer relacionamento, pois significa a capacidade de lidar e superar os obstáculos ou resistir à pressão do dia-a-dia. Qualquer casal, esteja ele junto à 1 ou 50 anos, enfrentam sempre as suas tempestades.
Hoje em dia as pessoas estão mais habituadas à cultura do descartável, qualquer coisa que necessite ser consertada, o mais fácil é deitar fora e comprar novo … infelizmente também vemos isso nas relações, claro que é mais fácil deitar tudo a perder do que trabalhar para reconstruir aquilo que está quebrado.
Em todos os relacionamentos vamos ter momentos de dor, mas é exactamente nesses momentos  que o casal têm a oportunidade de demonstrar o companheirismo que os une, mesmo na mais cruel das batalhas, a de assumir os próprios defeitos, ter humildade para se por na posição do outro e tentar compreendê-lo, perdoar e ser perdoado.

Todos nós temos medo da dor, medo de não sermos suficiente, de não corresponder às expectativas e até medo de nos darmos demasiado ao outro que não merece. Mas tudo não passa de um aprendizado, e quando nos amamos a nós próprios é fácil separar o “trigo do joio” e atrair para a nossa vida apenas as pessoas que vão agregar valor e não subtrair (nos sugar do que temos de bom para dar).

Por um amor mais sincero e verdadeiro, porque em última instância todos queremos ser felizes do nosso jeito …

She
Try